Mercado imobiliário prevê recuperação da crise no próximo ano

Desde o final de 2014, o setor imobiliário foi o que mais sofreu queda por conta da grande crise financeira que atingiu o país.


Nos últimos anos, muitas empresas do setor imobiliário recuaram e adiaram lançamentos de obras por conta da insegurança que atingiu os consumidores. “A taxa de juros subiu, tivemos altos índices de desemprego e as expectativas se deterioraram. A aquisição de um imóvel é uma transação de valor expressivo na vida de uma pessoa”, avaliou Danilo Igliori, professor do Departamento de Economia da USP.

O desemprego foi um fator crítico para o mercado, pois o financiamento de um imóvel hoje representa o comprometimento de cerca de 30% da renda do consumidor, valor que pesa na hora de decidir pela compra. Isso foi bom só para quem tinha dinheiro no bolso, pois pôde fazer bons negócios e conseguir descontos de até 40% em imóveis novos.

House chartMas representantes do setor imobiliário acreditam que ainda no segundo semestre desse ano, esse cenário sofrerá boas mudanças. A previsão da redução das taxas de juros e o reestabelecimento do cenário político após o processo de impeachment, são fatores positivos para o reaquecimento do mercado de imóveis.

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Luciano Muricy, considera que há sinais de que a crise não deve demorar muito mais tempo. “Vemos uma luz no fim do túnel”, afirma ele, que esteve recentemente em Brasília para participar de um encontro entre 800 gestores da construção civil de todo o país e o presidente Michel Temer.

A visão entre os empresários que se reuniram com Temer a convite da Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), é de que a indefinição política contaminou a economia, porém, o desfecho do impeachment deve trazer calma ao mercado.

A boa expectativa de que esse mercado se recupere no próximo ano se deve também ao fato da Caixa Econômica Federal ter anunciado algumas mudanças positivas para o financiamento de imóveis. A cota de financiamento nos imóveis usados passou de 60% para 70%. No caso das unidades novas, que valem mais de R$ 750 mil, a cota aumentou de 70% para 80%, através do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Outra medida adotada pela instituição foi o aumento do valor máximo do imóvel que pode ser financiando pelo banco, que passou de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões.

12 de setembro de 2016 por O Minuto


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